A floresta aparece no inventário em quatro linhas distintas. Cada uma responde a uma pergunta diferente e nenhuma é abatida da outra.
Dentro do inventário não existe emissão líquida: emissões e remoções são relatadas em campos separados, e o estoque é uma fotografia, não um fluxo.
É a exigência do GHG Protocol e do Programa Brasileiro GHG Protocol — e o que torna o número defensável em verificação e em relato regulado.
O que a floresta gera no inventário depende de sua dinâmica: em crescimento, em equilíbrio ou em colheita. A classificação de cada gleba é a primeira etapa da entrega.
Remoção só existe onde há crescimento. A vegetação madura não remove — armazena. E gera emissão em caso de incêndio ou supressão.
Quanto carbono a floresta devolveu à atmosfera e quanto retirou — dois campos separados, fora do total dos escopos. E a única parcela florestal que entra no total: os gases não-CO₂ da queimada.
A fotografia em 31/12: quanto carbono está armazenado na biomassa viva de toda a base. Relato voluntário no campo 4.9 do Registro Público de Emissões.
A floresta plantada ocupa 58% da área, mas responde por 28% do estoque: a rotação de 7 anos mantém a densidade média baixa. A vegetação nativa madura, com 37% da área, concentra 70% do carbono retido — é onde está o patrimônio.
O estoque não abate emissões. É o patrimônio de carbono sob gestão da empresa, relatado em campo próprio.
Apresentado como carbono conservado, é um indicador sólido e verificável. Apresentado como compensação, não se sustenta.
Durante o crescimento, o talhão remove CO₂ e o estoque aumenta. Na colheita, todo o estoque lenhoso é relatado como emissão biogênica de uma só vez — e o ciclo recomeça.